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Dia de Luta contra a Violência no Campo

“Enquanto houver movimentos sociais, é porque existem injustiças sociais”, é com as palavras de Douglas Alves Bento que rememoramos a Marcha das Margaridas.

Equipe SUAS Fácil 2 min de leitura
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Dia de Luta contra a Violência no Campo

Margarida Maria Alves, trabalhadora rural, Nordestina, enfrentou todos os preconceitos de gênero contra mulheres e ocupou a presidência do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Alagoa Grande – PB, e contra toda misoginia imposta sobre ela, contrariou o sistema com suas defesas libertárias, combatendo grandes latifundiários em confronto e luta por direito a terra, trabalho, renda, igualdade, justiça e uma vida digna para as trabalhadoras e trabalhadores rurais.

Margarida deixou um espólio de que as reivindicações pelos direitos das mulheres, sejam das florestas, do campo, das águas e das cidades, está distante de ser uma realidade, mas sim, mote de persistência e coragem até que todas as mulheres sejam respeitadas enquanto trabalhadoras e, sobretudo, enquanto mulheres.

Uma data de resistência e coragem, dentro de um mês – Agosto Lilás – que traz à evidência a urgência da sociedade combater e dirimir a violência contra as mulheres, denotam o movimento consolidado do patriarcado de seguir oprimindo, eliminando.

Margarida foi assassinada em 12/08/1983, e seus algozes acreditavam que estavam silenciando uma voz. Margarida é celebrada todas as vezes que você, trabalhadora, não aceita nenhum direito a menos; é celebrada em cada Marcha por justiça social, sendo uma inspiração para toda a sociedade brasileira.

Não há Direito Humano real até que todas as mulheres tenham o direito de existir e com direitos igualitários. Ao abordar a temática Direitos Humanos, é imperioso buscar amparo naquelas mulheres que pagaram com a vida, o direito à liberdade e trabalho.

As histórias daquelas que abriram trajeto para os poucos direitos até aqui consolidados precisam ser anunciadas, sobretudo como sustentação e incentivo para não pararmos de marchar. Histórias como da Margarida devem ecoar Vida e Liberdade.

O SUAS não corrobora com opressões e violações, denuncie.

“Denuncie Violências contra os Povos das Águas,

Denuncie Violências contra os Povos do Campo,

Denuncie Violências contra os Povos Indígenas”.

Margarida corajosa,

Margarida destemida,

Margarida Presente!

Luciane Dias
Assistente Social

Referências Bibliográficas

https://cimi.org.br/2025/08/audiencia-publica-camara-deputados-violencia-campo-florestas-aguas/

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